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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Colômbia: Segunda tentativa de acordo será enviada ao Congresso para aprovação

24/11/2016
É a segunda tentativa reduzida a acordo para pôr fim à guerra de mais de 50 anos entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e o governo, assinada com uma simbólica caneta feita de uma bala.
A assinatura do texto revisto depois da rejeição da versão original em referendo foi mais do que discreta face à de Setembro, em Cartagena, com a presença de líderes de todo o mundo.
Juan Manuel Santos, Nobel da Paz deste ano, porfia naquilo que é o grande objectivo da sua presidência: “Esta nova geração que vai construir a Colômbia de amanhã, pediu-nos que lhe entregássemos um país, um país diferente daquele que nós herdámos, um país onde a violência e a morte não sejam a normalidade, um país livre das correntes do ódio e onde todos tenhamos direito à vida.”
Rodrigo Londoño, o líder das FARC, foi o segundo a assinar o acordo de 310 páginas no histórico Teatro Colón em Bogotá, agora com cerca de 50 alterações ao texto original e que pretendem corresponder ao resultado da rejeição em plebiscito: “Admiração pelos milhares de compatriotas que sairam para as ruas, praças e cidades em manifestação contra a guerra, a apoiar os fundamentos de um acordo final e a exigir a todos os intervenientes na mesa de negociações que não parassem até obter um acordo definitivo.
Há vozes críticas quanto à evitação, por parte do presidente Juan Manuel Santos, de um novo referendo, com o acordo revisto e agora assinado a ser enviado ao Congresso para aprovação.
- Conteúdo Euronews:
* Assinatura de novo acordo de paz na Colômbia

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Novo acordo de paz com as Farc sem votação popular/Colômbia

Após o pacto anterior ter sido rejeitado pela população em um referendo, o governo colombiano vai assinar um novo acordo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) nesta quinta-feira.
Desta vez, no entanto, o processo vai ser diferente. A versão revisada do acordo será enviada para aprovação do Congresso, onde a coalizão do governo tem sólida maioria, em vez de ser submetida à votação popular.
O acordo de paz, que começou a ser negociado há quatro anos, pretende dar um fim a mais de 50 anos de conflito armado, que já matou mais de 260 mil pessoas no país.
O resultado do referendo, realizado no último dia 2 de outubro, não significa que os colombianos querem a continuação da guerra - alguns pontos do documento de cessar-fogo é que acabaram dividindo a opinião pública e os políticos.
Leia mais em BBC:
* O que mudou no novo acordo da Colômbia com as Farc - e por que desta vez não haverá referendo
GETTY IMAGES

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Conflito colombiano é o mais duradouro do continente e está prestes a acabar/#vítimasdeguerras

Confira, no vídeo, a dimensão que o conflito teve - mais pessoas foram deslocadas internamente do que na atual guerra civil da Síria, por exemplo.
Falta pouco: após a assinatura do documento nesta segunda-feira, um referendo deve tornar oficial no próximo domingo o acordo de paz entre o governo colombiano e os rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Já são mais de 52 anos de conflito - e, embora o acordo preveja anistia, o presidente Juan Manuel Santos, afirmou que não haverá impunidade para aqueles que cometeram crimes graves, como torturas, chacinas ou estupros.
Segundo ele, pela primeira vez na história dos conflitos armados as vítimas estarão no centro da solução.
Santos e o líder das Farc, Rodrigo Londoño Echeverry, o Timochenko, assinaram o acordo de paz em uma cerimônia em Cartagena das Índias, em meio a lágrimas de integrantes da plateia.
Além da anistia, o documento prevê a transformação das Farc em partido político e um cessar-fogo bilateral.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, discursou no evento, que teve direito a show com aviões.

'Balígrafo' é símbolo da assinatura de acordo de paz na Colômbia/#vítimasdeguerras

Embora ainda dependa da aprovação de uma consulta popular, o acordo de paz assinado nesta segunda-feira(26 de setembro/2016), entre o governo colombiano e o grupo paramilitar Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) marca o fim de um conflito que durou cinco décadas e deixou mais de 220 mil mortos.
E a ocasião torna-se ainda mais simbólica pelo uso do "balígrafo" para assinatura do documento pelo presidente Juan Manuel Santos e o líder guerrilheiro Timoleon Jimenez, o Timochenko.
Trata-se de uma caneta feita com um projétil reciclado - e cujo nome é um trocadilho com o substantivo "bolígrafo" (caneta em espanhol).
Leia a reportagem completa em BBC:
* Bala transformada em caneta é símbolo da assinatura de acordo de paz na Colômbia

Colômbia: assinado acordo histórico que põe fim a 52 anos de conflito armado/#vítimasdeguerras

- Publicado em 26 de set de 2016 -
"Há menos uma guerra no mundo e é a da Colômbia": a declaração é do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, na assinatura do acordo histórico de paz com as FARC, que põe fim a mais de meio século de conflito armado.
Vestidos com a cor branca da paz, 2500 convidados participaram na cerimônia em Cartagena das Índias, entre os quais o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, e uma quinzena de chefes de Estado da América Latina.


Caneta feita a partir de bala sela acordo de paz entre as FARC e governo/#vítimasdeguerras

O acordo feito entre as partes, ainda passará pela aprovação popular, através de referendo.
O grupo das FARC, deverá se tornar em partido político e seus membros serão julgados, conforme o nível dos crimes cometidos.
O movimento de oposição governamental, iniciado há mais de cinquenta anos, conduziu seus membros a atos de terrorismo, sequestros, torturas e fabricação de drogas para o tráfico e compras de armamento pesado, para manter suas atividades.
A guerra matou cerca de 260 mil colombianos, civis na sua esmagadora maioria, e provocou mais de seis milhões de deslocados. Além das FARC, os grupos paramilitares de direita também contribuíram para este quadro de terror.
"A última bala de mais de cinquenta anos de conflito na Colômbia vai ser (foi)  utilizada esta segunda-feira, em Cartagena, para assinar o acordo de paz entre a guerrilha das FARC e o governo.
Uma caneta fabricada a partir de uma bala vai ser (foi) utilizada pelo presidente colombiano e pelo chefe da guerrilha para oficializar o compromisso, que vai ter ainda que ser ratificado numa consulta popular este fim de semana."

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Qual será o destino dos soldados rasos das Farc? /#vítimasdeguerras

Em um acampamento guerrilheiro montado em um espesso bosque, homens e mulheres das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (as Farc) descansam depois de uma noite de música e festa.
Suas armas - sem munição - estão penduradas nas paredes, enquanto alguns soldados tomam banho de rio e se divertem ao lado de jornalistas e fotógrafos.
Mais adiante, caminhando um quilômetro pela floresta de Yarí, no departamento (Estado) de Caquetá, sul da Colômbia, estão reunidos, sob uma grande tenda, mais de 200 delegados da maior e mais antiga guerrilha latino-americana.
Eles assistem à décima e última conferência das Farc, concluída na sexta-feira. Entre outros temas, debateu-se o futuro dos homens e mulheres que - por vontade própria ou à força - deixaram a vida no campo (em geral de pobreza) e se somaram ao levante armado ao longo de seus 52 anos, com um saldo de mais de 220 mil mortes.
- Leia a reportagem completa em BBC:
* Qual será o destino dos soldados rasos das Farc?
- Publicação em 25 de set de 2016 -











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Colômbia: Acordo de paz será assinado hoje entre o governo e as FARC/#vítimasdeguerras

- Publicado em 25 de set de 2016 -
A cidade de Cartagena das Índias será nesta segunda-feira(26 de setembro),  palco da assinatura do acordo de paz que põe fim a mais de meio século de conflito armado na Colômbia. O presidente Juan Manuel Santos e o "número um" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Rodrigo Londoño, assinam hoje o texto, que será submetido a referendo em 2 de outubro. 
O Exército de Libertação Nacional, segunda guerrilha do país, anunciou ontem que vai cessar os ataques para não perturbar a consulta popular sobre o acordo.